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Kimono e Yukata - do Passado ao Presente

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Ao pensarmos nas vestes do Japão, nos dias de hoje, a primeira coisa que vem à nossa cabeça é a inovação. Combinações diferentes e inusitadas de cores, peças, cabelos nos estilos mais variados, além de acessórios que nunca nem imaginaríamos. Porém, mesmo a moda atual se curva com respeito à veste mais tradicional do país: O Kimono.
Kimono Ukiyoe
Kimono Ukiyoe
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Mangas curtas
Mangas longas
Desde os períodos mais remotos da história, o kimono estava presente, lentamente assumindo a forma que conhecemos até hoje e se tornando, não apenas uma peça essencial de roupa, mas um símbolo cultural. Antigamente, as cores e até mesmo os formatos da veste denotavam o status e a condição social de quem o vestia. Por exemplo, a cor mais usada e permitida entre os cidadãos comuns era o azul e o índigo. Vermelho e roxo representavam excessiva riqueza, o branco era sagrado e para templos, e a cor laranja e ocre era usada apenas pelo imperador. A hierarquia da paleta era importante e o uso errado das cores era punido pela lei. Até hoje, apesar de não serem mais proibidas, seu uso ainda tem resquícios do passado. Os diferentes tamanhos das mangas foi algo que também perdurou nos dias atuais: Mais longas para as mais jovens e solteiras e mais curtas para as casadas e mães de família.
Nagajuban
O kimono carrega uma simbologia tão forte, que até mesmo o processo de vesti-lo é um ritual. É praticamente impossível vestir um kimono completo sozinha, por isso, algumas mulheres fazem até curso de como vesti-lo corretamente e, assim, ajudar as outras. Primeiro, veste-se o nagajuban, uma peça no modelo de um kimono, mas de tecido leve e fácil de lavar, para evitar ao máximo o contato da peça principal com a pele e o suor. Depois, outros tecidos atoalhados são usados para proteger a cintura na hora de se apertar o obi. A cada peça colocada, é sempre visto se estão perfeitamente alinhadas. Cada dobra, cada barra, tudo é milimetramente correto, para que o kimono, além de tudo, dê a postura que uma mulher japonesa precisa.
Foi depois da revolução Meiji que o kimono passou a ser colocado em desuso, dando espaço às roupas ocidentais da época. Porém, a tradição deles jamais foi apagada. Nos dias de hoje, mesmo em meio à correria de Tokyo e de toda a industrialização e alta tecnologia do Japão, a sociedade ainda valoriza muito os costumes relacionados à veste. Mesmo hoje, as mães de família ainda guardam dinheiro a vida inteira para se comprar um belo kimono para a filha, na época do Seijin no Hi – um feriado no dia 15 de janeiro comemorado por todas as pessoas que completam 20 anos, ou seja, alcançam a maioridade no país. Nesse dia, todas as garotas com 20 anos exatos e completos saem às ruas, com seu melhor kimono, para participar das cerimônias e, depois que elas terminam, os grupos saem juntos para dançar e beber.
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Nas comemorações de ano novo e diversas outras festividades, como o Hanami(festival de primavera para se ver o desabrochar das sakuras) e o Hanabi(festival de fogos de artifício que se dá no verão), as vestes tradicionais também são usadas. Mas, no dias quentes, o kimono é substituído pelo yukata, uma veste mais fresca, com tecidos mais leves e próprias para essas épocas do ano. Em Kyoto, a antiga capital do Japão e a cidade cuja tradição de geishas e samurais se mantém mais viva nos dias de hoje, o uso do kimono também se tornou um costume e até mesmo uma diversão entre os mais jovens. Lojas que alugam kimonos se tornaram a sensação. Por 5000 yenes (mais ou menos R$ 90,00) você pode alugar o kimono mais bonito que você quiser, por um dia inteiro. São cabides e cabides de kimonos, obis e acessórios para você escolher, sendo vestida por uma profissional e até ganhando o penteado na cabeleireira do lugar. Para os homens, também são prestados esses serviços, por 4000 yenes (Cerca de R$ 70,00), o rapaz pode usar uma veste completa com hakama, kimono e haori. Muitos casaizinhos combinam de alugar as roupas e, depois, desfilam juntos pelas ruas da cidade.
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Com tanta adoração assim, é meio óbvio que as vestes tradicionais e a moda inusitada do Japão, não andasse em caminhos tão paralelos. Diversas marcas famosas dos estilos de Harajuku confeccionam peças com influência do kimono e até mesmo se voltam completamente para elas, adaptando para o estilo da brand. O Wa-Lolita (Wa 和 sendo o kanji que identifica como “estilo japonês”) é um dos mais conhecidos, trazendo as mangas longas e o transpassado dos kimonos, mas repletos de babados e saia rodada, além do obi com um laço bem fofo. Marcas como Body Line e a Lacrima trabalham bastante com esse estilo.
Lacrima
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O Visual Kei também tem uma larga escala dentro do “wafuku” (roupas japonesas). Marcas, como H.Naoto, fazem belos kimonos no estilo punk/gótico, além de ter a Gouk, voltada exclusivamente para peças com estampas japonesas e modelos inspirados no típico japonês. A Qutie Freshtambém é uma das brands que trabalha com a influência do Visual Kei nas roupas tradicionais, trazendo cortes inusitados num kimono, além de correntes, acessórios e estampas.
Gouk:
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Qutie Fresh:




A marca Takuya Angel, no entanto, é uma das de maior destaque. Na corda bamba entre o Decora e o Cyberpunk japonês, o criador mistura as peças tradicionais do país, com as cores e os acessórios mais gritantes, além de usar seus tecidos e estampas em peças criativas e completamente desligadas do conceito original..
Takuya Angel:
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Cecil McBee
Saindo um pouco de Harajuku, caminhando até Shibuya, o estilo Gyaru também tem sua ponta influenciada pelos kimonos e yukatas. Grandes marcas como Cecil McBee, uma das mais procuradas do shopping Shibuya 109, possuem sua própria linha de yukata. As estampas tradicionais pendem mais para o meigo, e outros adornos são adicionados ao obi, como pérolas e rendas. Outros acessórios como as unhas, somado ao penteado dos cabelos, torna o uso da peça muito mais característica do estilo. As revistasPopteen, Ageha e Egg sempre apresentam catálogo de kimono e yukatas, em épocas de festivais, para preparar as leitoras para o que está por vir, e dos novos modelos que serão lançados.
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Apesar de toda a modernização do Japão e a visível influência do ocidente na moda japonesa, é interessante se admirar a mistura entre o novo e o antigo e como a nova sociedade reflete e exalta os valores nacionais, da tradição mais antiga, respeitando e fazendo com que mais admiradores busquem ainda mais a fundo, toda a beleza cultural do Japão.
Fonte: HarajukuBR

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Visual Kei

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(Só para lembrar: kei= estilo, visual = visual XD ... temos = Estilo visual) 
Aqui a proposta desse estilo é principalmente chamar a atenção, se destacar na multidão.. tem base na musica j-rock (mas nem toda banda j-rock usa visual kei), com elementos, acessorios, lentes, cabelo e principalmente uma maquiagem marcante.

A principio o visual kei não tem elemento "patrão", cada pessoa faz o seu visual e se utiliza das caracteristicas que fazem este estilo, então é dificil achar um bom tutorial sobre como fazer este visual.. até porque muitos fãs fazem este visual tendo como referencia seu artista ou banda que se utiliza do mesmo.. mas ja que é pra se "destacar", eu recomendo que tenham criatividade mas que não cometa o erro do exagero, senão você vai ficar com uma aparencia totalmente distorcida. Tomem cuidado para os seguidores deste estilo, pois tem que saber usar dos elementos certos!

O Visual Kei tem uma ligação com a musica, mas não é um estilo musical e nem uma "moda", ela é um movimento.. traduzindo: é algo que muda constantemente, o que não muda no visual é que as roupas nunca vão deixar de ser um estilo rock e que não fica só no pretinho básico .. acho que nessa parte ficou bem obvio o que eu quis dizer XD ... Bandas J-rock se utilizam desse estilo para se destacar, o que ajudou a promover tanto o estilo quando o estilo ajudou a promover essas bandas.

Todos sabem que o estilo provem de diversas vertentes do rock, tem elementos, gothicos, punk, metal e até classicos.. pode se dizer que o estilo nasceu do movimento androgeno (que é um estilo onde se mistura o feminino com o masculino, como uma pessoa indefinida) é ai que você ve bandas de j-rock onde todos da banda são homens, mas que seriam confundidos facillmente com mulheres e vice-e-versa. 


O visual kei sempre foi um movimento dinâmico e com o tempo foi ganhando variadas vertentes, como todo o estilo padrão temsempre um que é o principal e depois você ve suas vertentes (um otimo exemplo é o Lolita Kei que você encontra muitos estilos que são lolita mas q tem as suas caracteristicas especiais que diferem uma da outra).

Basicamente é isso que define o Visual Kei, como citei antes quem faz o visual é você, então seja criativo usando o bom senso é claro.. e se quiser busque refencias de artistas ou videos armadores no youtube tem aos montes mas que são bons e dão dicas (mas use como referencia e não para copia).. 


Nas proximas postagens entrarei em mais detalhes de "como fazer" o visual kei, dando ideias e indicando videos com dicas!



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Decora Kei

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Esse estilo possui exageradas cores e acessórios e seu nome é uma abreviação para ‘Decorative’. Sobreposições em excesso e acessórios com toque infantil caracterizam esse estilo que é muito popular entre as jovens no Japão, e que já possui adeptas em diversas partes do mundo.



O visual de uma Decora é constituido por saias coloridas que muitas vezes são de tule. Algumas usam somente bloomers coloridos (peça que originalmente tem a função de ser usada por baixo da saia ou para dormir). Muitas estampas são usadas, principalmente o xadrez, as listras e bolinhas. Há muita sobreposição de blusas, casacos, cachecóis. Outra característica marcante do estilo é a sobreposição de meias e as presilhas no cabelo.


A cabeça de uma decora está sempre com várias tiaras, pompons, laços, coroas e várias presilhas. Nos pés geralmente usam tênis e alguns modelos de botas. Misturam diversos colares, pulseiras e utilizam acessórios da Hello Kitty, Rilakkuma e outros personagens. Muitas vezes as adeptas do estilo decoram até as armações dos óculos e pintam e desenham em máscaras cirúrgicas.



O estilo se tornou popular nos anos 90 e, como muitos outros estilos de Harajuku, ganhou várias páginas na revista Fruits. A revista foi criada pelo fotógrafo Shoichi Aoki que tirava fotos dos mais variados estilos da moda japonesa que circulavam por Harajuku. Existe uma banda chamada DecoLa Hopping na qual alguns integrantes se vestem inspirados no estilo Decora.

By: Japanpopcuiabá

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Lolita Kei

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 Lolita (comumente chamado de Loli) é um estilo japonês de moda cujas primeiras manifestações apareceram em fins da década de 70 e começo da década de 80. No Brasil, adotou-se também o termo japonês "Roriita", devido à restrições do Google e do Orkut (nesse, principalmente, o único termo usado é Roriita) em relação ao uso da palavra Lolita. Inspiradas em parte na cultura 'kawaii' (fofa ou adorável) japonesa e na nostalgia de outros tempos - sejam períodos históricos (vitoriano ou Rococó) ou simplesmente da própria infância - as lolitas se dividem em vários sub-estilos, sendo alguns polêmicos e de existência controversa.


Há também certa preocupação com parecer infantil, elegante ou modesta, evitando uma imagem adulta, sexualizada (independente do sub-estilo) ou vulgar. Saias rodadas no comprimento do joelho, em forma de sino e suportadas por anáguas,renda de boa qualidade (geralmente algodão), decote alto, cabelos cacheados e/ou acompanhados a uma franja reta e tecidos pouco brilhantes são comuns a todos os estilos.
Entre os tecidos mais usados, o que predomina é o algodão. Tricoline e até chiffon podem ser usados, além de outros tecidos de fibras naturais e de boa qualidade. Tecidos brilhantes como cetim são sempre evitados, pois podem dar uma aparência barata ou vulgar a uma peça Lolita.


Cultura Lolita

Antes de tudo, deixemos bem claro que lolita é um estilo, ou seja, roupa e, portanto, não existe de fato uma "cultura". Isso depende do usuário, não existe um tipo de personalidade Lolita.
Ainda existem muitos estilos de lolita que não são considerados "oficiais", pois uns dizem que existe e outros afirmam que não existe.
O mundo das "Loli", como às vezes as pessoas que se vestem segundo o estilo se denominam, tem base na época Vitoriana, no Rococó e em certo saudosismo quanto à modéstia e elegância das roupas. Há também a intenção de se parecer infantil em boa parte dos estilos, com saias rodadas, sempre na altura dos joelhos, rendas, laços e babados. No Brasil, as pessoas muitas vezes têm de recorrer à costureiras e às poucas marcas japonesas (e americanas)como Baby the Stars Shine Bright,Angelic Pretty e Innocent World que exportam, pois ainda não há lojas especializadas baseadas no país.
Muitas vezes usários e fãs de Lolita são vistos também como fãs de visual kei ou de j-rock. Isso não corresponde necessariamente à verdade. Muitas lolitas não possuem o menor interesse nas bandas visuais ou em rock, independente de onde ele venha. Essa situação é especialmente visível no Japão, em que há uma cisão entre as lolitas que preferem outros estilos de música e a minoria que prefere visual kei e outros estilos teoricamente similares, relacionados ou subestilos, tais como oshare kei - sendo que estas são conhecidas como bandogyaru ou bandgirls. Bandas japonesas como Malice Mizer, Moi dix Mois, Antic Cafe/An Cafe, Psycho le Cému e Vidoll tem membros influentes na comunidade Lolita e que diversas vezes também aparecem em editoriais de moda nas revistas Gothic & Lolita Bible e Kera. As cantoras Nana Kitade e Kana são adeptas do estilo, embora sejam confundidas com músicos de visual kei por quem tem conhecimento superficial sobre o assunto.
As Lolitas muitas vezes freqüentam karaokê, fazem piqueniques, promovem encontros regulares para tomar chá, ou apenas ir à cafeterias e confeitarias.




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